Será que você já teve DEPRESSÃO?

Pensar que está tudo bem, que você tem saúde, uma vida financeira estável, mas se trancar no banheiro e disparar a chorar é mais comum do que você pode imaginar.

Aquela sensação de aperto no peito, vontade de gritar ou sair correndo, é o novo normal.

Dados do World Health Organization (2017) estimam que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem como um transtorno mental em que ocorre alteração significativa do humor ou afeto, com aumento de 18% no período de 2005 a 2015.

Mas o que é o normal?

O normal é o comum, que é o relativo a dois ou mais seres ou coisas.

Entendemos que é normal o que a maioria está fazendo ou o ponto de vista de alguém que seja autoridade.

Mas será que o normal ou o comum é o certo? Aquilo que nos faz feliz?

Nos últimos tempos revelamos inúmeras síndromes que em um passado não muito distante eram reconhecidas como “drama”, “graça” ou “mimimi”.

Lembremos que, na medicina, síndrome é um conjunto de sintomas observáveis e sem causa específica.

Já ouvimos tantas vezes na literatura que o personagem morreu de amor e sempre julgamos que o autor usava o exagero em seu drama.

Pasme-se.

A “síndrome do coração partido” faz com que o corpo produza mais hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol.

Esse excesso entope as artérias coronárias e prejudica a circulação sanguínea, o mesmo que acontece em casos de acidente vascular cerebral ou infarto (ou ataque cardíaco).

Assim, o infeliz proprietário do coração partido pode morrer em consequência de parada cardíaca, fazendo com que o cérebro e o resto do corpo não recebam o oxigênio necessário para seu funcionamento.

Ou ainda, alguma vez você ousou pensar que a morte por amor é o reflexo de uma depressão profunda?

Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa.

Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente.

O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos.

Ainda, desenvolvemos síndromes devido aos novos hábitos que surgiram com a tecnologia.

O “FOMO” ‘Fear of missing out’ revela o medo de ficar por fora nas redes sociais, ou seja, o medo de que outras pessoas tenham boas experiências que você não tem.

Esse vício pode causar ansiedade, mau humor e, em casos graves, depressão.

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional também está sendo evidenciada com altos índices nos últimos anos.

burnout uma síndrome composta de três dimensões: exaustão emocional, diminuição da realização pessoal e despersonalização.

  1. A exaustão emocional caracteriza-se como uma perda marcada e progressiva de energia para as atividades laborais, com consequente esgotamento físico e mental;
  1. Diminuição da realização pessoal consiste na erosão do sentido de efetividade e da autocompetência e/ou autoeficácia.
  1. Despersonalização: ninguém parece ter valor, nem mesmo a pessoa afetada. A vida se restringe a atos mecânicos e distância do contato social – prefere e-mails e mensagens.

Assim, o burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade, que em casos extremos, também pode levar a depressão.

E a Alienação Parental?

Disputas pela guarda ou convivência com a criança, pai que estimula os filhos a repudiarem a mãe, ou vice-versa por meio de uma campanha de difamação, sem que haja justificativa para isso, para que a criança passe a enxerga um dos genitores de maneira negativa, nutrindo sentimentos de ódio e rejeição por ele, externando tais sentimentos.

Os pais, aos serem privados do contato com os filhos, tem suas vidas marcadas por estresse e desordens psíquicas.

Os filhos, por sua vez, passam a apresentar inúmeros sintomas tais como: dificuldades escolares e de relacionamento interpessoal, doenças psicossomáticas, ansiedade e depressão infantil.

A Síndrome da Alienação Parental pode levar a depressão infantil e refletir em uma vida adulta.

Ainda, outros acontecimentos marcantes em nossas vidas, bullyiung ou chantagem emocional, estresse (reação fisiológica automática do corpo a circunstâncias que exigem ajustes comportamentais.), doenças graves, alteração hormonal e usar remédios também são causas de depressão.

Exceto as peculiaridades hormonais, entendo que as pressões psicológicas são extremamente influenciadas pelo contexto social e pela consciência coletiva.

O que é Consciência Coletiva?

De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a definição de consciência coletiva é:

Conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado com vida própria

A consciência coletiva, forma padronizada de conduta e pensamento que se manifesta como realidade obrigatória.

ocasionando uma eventual pressão insconsciente e os indivíduos ficam submissos a essa pressão inconsciente e coletiva.

Essa submissão traz o conforto para que o indivíduo pertença a um grupo, que guarda certa relação com as necessidades psicológicas de auto-estima, relacionamento, amizade,

Então, posso entender que nossos transtornos psicológicos ou até mesmo a depressão sempre aconteceram, porém seus nomes e fatores foram atualizados?

https://www.techtudo.com.br/noticias/2017/05/o-que-e-fomo-fear-of-missing-out-revela-o-medo-de-ficar-por-fora-nas-redes-sociais.ghtml

https://blog.psicologiaviva.com.br/o-que-e-depressao

https://gnt.globo.com/bem-estar/noticia/esta-cientificamente-comprovado-e-possivel-morrer-de-amor.ghtml

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao

https://direitofamiliar.jusbrasil.com.br/artigos/404018042/o-que-e-alienacao-parental

https://pt.wikipedia.org/wiki/Consci%C3%AAncia_coletiva

http://www.revispsi.uerj.br/v12n1/artigos/html/v12n1a07.html#:~:text=A%20Diminui%C3%A7%C3%A3o%20da%20Realiza%C3%A7%C3%A3o%20Pessoal,SCHAUFELI%3B%20LEITER%2C%202001).

http://www.falandodegestao.com.br/conhecendo-a-sindrome-de-burnout/

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