SERÁ QUE DEVEMOS TRATAR O OUTRO COMO GOSTARÍAMOS DE SER TRATADOS?

Hoje em dia estamos acostumados a escutar que temos que ter empatia, mas…

https://meetime.com.br/blog/vendas/empatia-em-vendas/

O que seria a Empatia?

A definição de empatia vem variando ao longo dos anos, especialmente a partir do momento que nós humanos estamos nos conscientizando de quem somos e por que existimos.

Acreditamos que a empatia é entrar na pele do outro, sentir o que que ele sente e entender os fundamentos das angústias, tristezas e alegrias.

Por incrível que pareça, existe uma explicação biológica para essa sensação de se sentir na pele do outro.

Sentimos empatia por quem está sofrendo, medo por pessoas que estão em perigo, principalmente se já tivermos passado por situações parecidas.

Quanto maior a afinidade com a experiência observada, maior a empatia gerada.   

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2018/04/02/interna_revista_correio,670401/neuronios-espelho-sao-pecas-fundamentais-para-nossa-coesao-social.shtml

Podemos encontrar esse fundamento a partir da descoberta do neurônio-espelho ou viso-motor que é um tipo de célula localizada no córtex pré-motor do cérebro.

Esse neurônio causa em nós a sensação de observarmos o outro em determinadas situações e sentirmos como se nós mesmos estivéssemos dentro daquele momento.

Porém nossas sensações dependem das nossas EMOÇÕES que consequentemente DEPENDEM DE FATORES COMO:

CULTURA;

DISPOSIÇÃO DO INDIVÍDUO;

VIVÊNCIAS.

E mesmo tendo essa consciência neural, nossa razão começou a traduzir a empatia como tratar o outro como nós gostaríamos de ser tratados.

Mas se a empatia é se colocar no lugar do outro, como podemos tratá-lo da mesma forma que gostaríamos de ser tratados?

Somos seres subjetivos, que pensamos e agimos de formas diferentes, principalmente porque nossas crenças e valores são baseados em nossas experiências repetidas ou de alto impacto.

Além de termos naturalmente um perfil comportamental (dominante, influente, estável e conforme) definido desde que nascemos.

https://slideplayer.com.br/slide/12341979/

LEMBRE-SE, UMA OPINIÃO REQUER EXPERIÊNCIA, SEM VIVÊNCIA NÃO HÁ COMO CONSTRUIR OPINIÃO SOBRE O ASSUNTO.

Então se falarmos que tratar o outro da forma que gostaríamos de ser tratados é a mesma coisa que dizer que o outro teve exatamente as mesmas experiências que tivemos.

Concorda?

Você acha isso possível?

Na metafísica, impenetrabilidade é o nome dado à qualidade da matéria pela qual dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

E será que dois corpos podem compartilhar das mesmas experiências e saírem com o mesmo aprendizado?

Penso que até irmãos gêmeos que compartilharam da mesma barriga entendem suas respectivas experiências de maneira individual, principalmente porque por mais gêmeos que sejam, dificilmente terão o mesmo perfil comportamental natural.

Então como podemos entender que a empatia é tratar o outro como nós gostaríamos de ser tratados?

Entendo que a melhor definição para a empatia é:

TRATAR O OUTRO COMO ELE GOSTARIA DE SER TRATADO.

A Programação Neuro linguista define “Mapa não é território”.

Mapa é o conjunto de cultura, linguagem, crenças, valores, interesses e suposições que constroem a nossa percepção de realidade.

Experimentamos e respondemos ao mundo à nossa volta através da visão, audição, tato, olfato e paladar e cada um de nós vive a sua realidade, construída pelas próprias impressões e experiências vividas.

Percepção é o que os meus sentidos captam do ambiente e como o cérebro interpreta esses dados.

Nossos comportamentos são baseados em emoções e percepções, e não em fatos.

Enquanto mapa é a percepção da realidade, o território é aquilo que todos veem independente das percepções individuais, como cor e tamanho do cabelo, olhos e boca, peso, altura, ou qualquer característica que seja imutável independente da percepção.  

Nós baseamos todos os nossos comportamentos e todas as nossas decisões em percepções.

no nosso mapa e não em nosso território.

Digamos que eu e minha melhor amiga estamos discutindo sobre a conta do bar, eu entendo que temos que dividir os valores igualmente, durante o tempo que ela entende que devemos dividir os centavos conforme o consumo individual de cada uma.

 E agora, quem está certa? As duas e ninguém.

Temos que ter a consciência que cada indivíduo tem a percepção da sua própria realidade.

http://pdhpsicologia.com.br/percepcao-o-que-estamos-pensando/

Não devemos julgar, apenas criar empatia sobre o outro, entendendo os fundamentos de seu ponto de vista.

Agora, já podemos entender com propriedade quando falamos que verdade é subjetiva e opinião é relativa.

Sendo assim, quais sentimentos são despertados nessa imagem?

https://www.redbull.com/br-pt/13-drags-queens-brasileiras

Verificamos que nós conseguimos pular de um sentimento a outro rapidamente, e que nossa empatia é mais aguçada por aquelas imagens que nos remetem a alguma experiência.

Concorda que você pode ter sensações opostas ao seu semelhante vendo a mesma imagem?

Isso é simplesmente tradução de percepção de realidade.

E para que serve a empatia?

É simplesmente a nossa base do processo de comunicação.

Serve para colaborar com a maneira como nos relacionamos, gerando confiança em nossos relacionamentos.

O estabelecimento de confiança, harmonia e cooperação em uma relação, também é conhecido como RAPPORT.

Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum.

É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo para o mapa do mundo dele.

É a essência da comunicação bem-sucedida.

O rapport é de extrema importância para nosso convívio social e laboral.

NUNCA SE ESQUEÇA QUE É IMPORTANTE ESTABELECER O RAPPORT e A EMPATIA PODE SER PRATICADA NO DIA A DIA, NO RECONHECIMENTO DA PRESENÇA DO OUTRO, NO BOM DIA NO ELEVADOR, NO OLHAR DE AFETO DIANTE DA NECESSIDADE DO OUTRO, EM UM DEBATE, ESCUTAR MAIS DO QUE FALAR.

Nunca confunda EMPATIA com SIMPATIA.

A SIMPATIA é apenas imitar o sentimento do outro.

https://online.pucrs.br/professores/denise-fraga

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